{DIARY} THE BLOODBORN

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{DIARY} THE BLOODBORN

Mensagem por Matheus F. Damasio em Sex Set 11, 2015 7:51 pm

Aviso: Palavras de baixo calão.

day10 september, 2500


space ILOVE it


Como é que você deve se sentir sendo roubado de seu dono original, diário? Talvez horrivelmente invadido, ou libertadoramente bem. Não se preocupe - eu farei bom uso de você. Tive apenas que limpar as páginas que não me interessavam, o que não foi problema: o homem de quem te tirei não parecia muito interessado em escrever-te segredos.

Ah, como é bom ter alguém com quem desabafar. Mas me desculpe por ser você aquele que vai guardar meus segredos, porque eles são sujos e envolvem sangue - muito sangue. Eu costumo agir normalmente na maioria das noites, como agora; tentando escrever na pausa do meu trabalho (se quiser saber, sou um garçom em uma casa de strip). Mas ontem houve uma lua vermelha, e é quando tudo simplesmente dá errado.

Bem, sempre me diziam que eu era uma criança especial. Nascido na nobreza do Rio de Janeiro. Um herdeiro da riqueza real, filho desse tal visconde Maurício Damasio. E, oras, eu sou mesmo. Poucas pessoas são privilegiadas no nascimento; poucas nascem ricas e com o poder de, um dia, comandar a província onde cresceu. Mas o problema vem com o que ninguém sabe e o que me amaldiçoa: minha mãe. Bem, eu nunca cheguei a conhecer ela. Ela morreu no parto, sangrou tanto quando sua bolsa estourou que deu sua vida em troca da minha - e é bem aí onde a cagada toda começa.

Eu nasci durante um eclipse lunar total. É quando a lua fica vermelha, isso aí: uma lua de sangue. Tenho uma marca de nascença que, por segundo livros que encontrei, eram sinais de bruxaria - e foi quando resolvi fazer uma tatuagem por cima dela quando tinha 14 anos, suspeitando do que eu poderia me tornar. Hoje a tatuagem é desbotada: uma borboleta vermelha na nuca, e meus cabelos cobrem ela. Mas não cobrem o que faço e me arrependo, todo dia, ao acordar em um novo dia, quando um novo eclipse acontece.

Não sei bem como as forças sobrenaturais funcionam em mim, mas nasci com poderes. Até os 15 anos, vivi uma vida normal: gostava de surfar e amava ficar horas e horas me bronzeando na praia. Mas, depois do primeiro eclipse, aos 16 anos, tudo mudou.

Os poderes, nesse tempo, já haviam aflorado. Me assustava, vez ou outra, ao ficar com medo quando as luzes de casa repentinamente estouravam. Também fazia objetos flutuarem sozinhos, e quando percebia e ficava com medo, eles paravam. Eram, claro, uma pequena amostra do que eu verdadeiramente poderia fazer, o que só ficou claro quando fiz 16.

Dizem que foi um desfunção biológica, porque a cena foi muito bem plantada e sobrenaturalmente desincriminada. Quando aconteceu o eclipse, eu simplesmente perdi a consciência. Era como se algo me possuísse, e eu começasse a instantaneamente desejar sangue - e entendi porque que a minha marca de nascença, uma lua cheia, significava que eu era um bruxo das trevas.

Eu não sabia como controlar meus poderes na época, mas já era perigoso. A lua de sangue despertou o meu lado mais ruim, o poder de controlar o sangue das pessoas e a gravidade ao seu redor. Minha empregada, Paula, foi quem precisou perder a vida em troca do despertar desses poderes. E apenas quando eu vi sua vida se esvaindo, sem controle de minhas ações, que retomei a consciência.

O eclipse tinha acabado, e eu não sabia como - mas eu tinha feito o sangue de Paula parar de circular apenas com a força da mente. Ela ficou me observando, pedindo por socorro e sentindo algo estranho acontecer com seu corpo, sabendo que seu coração tinha repentinamente parado de bater, achando que sofria um ataque cardíaco. E impotentemente, tentava se levantar, enquanto uma pressão descomunal prendia seu corpo contra o chão e estourava-lhe os pulmões.

Apenas gritei quando era tarde demais.

É, pode até parecer que sou um maldito assassino, mas não é algo que eu controle. Ontem eu consegui me isolar a tempo, e acabei me mutilando sob o desejo de sangue. Só não morri porque eu também tenho controle do meu próprio corpo, e a "regeneração incomum" torna quase impossível que as feridas não letais permaneçam em mim por muito mais do que 10 minutos.

Mas alguém me ouviu gritar e rosnar em um beco da Criminal Zone. Era o seu dono. Não parei para ler a história dele. Parecia um mendigo qualquer, sua vida miserável não deveria ser digna da minha pena, e com certeza desvendá-la só me traria mais arrependimentos. Mas eu o matei. Foi quase tão fácil quanto tirar doce de criança. E eu ainda o torturei - pessimamente, embora eu me sentisse extremamente superior.

Ele não deveria ter se aproximado, mas não o culpo. Deveria saber que não existem pessoas comuns nessa parte da vila, e que estava se colocando em grande risco ao tentar ajudar.

Então, quando eu disse que ia te usar bem, saiba que não foi porque eu te escreverei aqui todo dia. É porque, além de contar meus segredos, também arquivarei magias e rituais que aprendi a fazer com o tempo.

No final, eu tive que abraçar meus poderes, e já não me surpreendo quando em uma noite qualquer acabo perdendo o controle. Isso acontece comigo há 4 anos, e ao menos uma vez no ano, quando não há um eclipse total, uma lua cheia chega a ser o suficiente para trazer o meu pior lado. Uma pessoa morreu nas minhas mãos a cada vez que isso aconteceu, por mais que eu tenha tentado evitar - e eu estou desenvolvendo um feitiço para tentar quebrar esse meu laço, que eu não consigo entender, com a Lua de Sangue.

Mas por enquanto, isso é tudo: eu tenho que voltar ao trabalho. As aulas em St. Clare devem voltar logo, mas também não estou ansioso para elas, por isso gasto a maior parte do meu tempo na House of Lust and Sins. Eu ainda sonho com o dia em que eu vou conseguir me livrar desses problemas e viver do jeito que quero, sem ser um puta d'um visconde do Brasil.

Essas coisas, infelizmente, não são para mim, mas tenho de manter as aparências.


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Re: {DIARY} THE BLOODBORN

Mensagem por Aylah Wolff. Fürtzmann em Seg Set 14, 2015 5:36 pm



Atualizado!

Aprovado!

O lado louco, sádico e até cruel da história, foi o que mais me chamou a atenção, e o fato de dar a atenção devida a marca de nascença, o que ninguém lembra.
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