[RPFECHADA]— I Believe I Can Fly

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[RPFECHADA]— I Believe I Can Fly

Mensagem por Valkyria Kallie Waremme em Sab Dez 26, 2015 12:30 am

— I Believe I Can Fly  —


Tópico destinado a RP de Valkyria e Heddwyn, que está acontecendo no final da tarde de 7 de setembro de 2500, nos Jardins da Academia. A Princesa acaba de fazer o irmão infantar, após pular do terraço do castelo para provar seu poder de vôo, é provável que Heddwyn acabe matando a irmã ou os dois se matem. Ou não. Boa leitura <3
© cassie at shine & atf


Última edição por Valkyria Kallie Waremme em Sab Dez 26, 2015 1:00 am, editado 1 vez(es)
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Re: [RPFECHADA]— I Believe I Can Fly

Mensagem por Valkyria Kallie Waremme em Sab Dez 26, 2015 12:54 am




insomnia




'Cause when the night begins to fall I watch the shadows growing tall Feeding my insomnia like a fly on the wall
Valkyria sempre quer mais, não importa o quê, ela simplesmente almeja tudo em maiores proporções. Humildade é uma palavra que passa longe de seu vocabulário, simplesmente não há como aquela criatura de cabelos loiros e uma mente perversa, se colocar em pé de igualdade com os idiotas que frequentam a Academia e que lhe cercam. Afinal, ela não é apenas a Princesa da Bélgica, ela é a Rainha da porra toda- ou vai ser um dia.

Seus saltos altos estalavam a medida que andava, sentia o vento açoitar suas pernas desnudas e a saia esvoaçar rebelde a sua volta, seus próprios cabelos pareciam mais caóticos que o normal- mas tudo isso passaria despercebido, seriam os olhos os donos de toda a atenção. Havia um brilho perigoso, aquelas íris tão azuis como o oceano reluziam em desafio, fixas no horizonte e no único objetivo. Ela não piscava, não hesitava. Poderia ser chamado de loucura, ou idiotice, mas certamente ela enfiaria o salto agulha na sua jugular caso o faça- a verdade é que todo Waremme é como um felino entediado. Num primeiro momento eles estão ali, descansando ou andando pelos corredores e atraindo toda a atenção, eles exalam certa dose de perigo e atração- mas ninguém parece notar, até o momento em que o salto é dado e as garras são colocadas para fora. Kallie era uma Waremme pura e agora se preparava para saltar.

Há exatos trinta e cinco dias, nem um dia a mais e um a menos, ela descobrira ou aflorara o seu novo poder: Flutuação. Seus pés flutuavam a pouco mais de um metro do chão, era algo simples e até certo ponto divertido, mas aquilo não se tratava apenas de diversão e ela ja estava entediada. Estava sozinha no terraço do castelo, não importava para que lado olhasse, tudo que via era apenas árvores que se estendiam até onde a vista alcançava e certamente não era algo que lhe agradava muito. Flutuar era uma coisa, voar, todavia era algo completamente diferente e era isso que ela queria. Valkyria queria voar. Aproximou-se da beirada de segurança, com um simples movimento pulou a barra de segurança e equilibrou-se nos saltos. O vento rugiu em desafio, seus lábios se ergueram no poderia ser descrito como um sorriso selvagem, metros abaixo de si viu dedos sendo apontados e soube que se tratavam de novatos e  humanos.

Bruxas podiam voar, ela podia voar. Podia? Hesitou por segundo, sua mão envolvendo o metal gelado como uma maneira de se manter firme. E se estivesse errada? Iria se espatifar, não possuía o poder de regeneração de Hedd ou sequer podia se teletransportar, sua necromancia era inútil agora. Sobrava a umbra, mas haveria tempo? Kallie estava arriscando sua vida num desejo infantil de voar, de querer mais, ela desistiria...Isso é só pular de volta.

Então ela viu a figura parada lá embaixo, sabia que seus cabelos castanhos estavam rebeldes e que os olhos azuis congruentes aos seus estariam fixos em seus movimentos. Waremme riu e simplesmente lançou-se no vazio. Era isso que a movia, o desafio, a rebeldia e certamente a ambição. Não havia mais riscos, confia no irmão para salva-la, mas sabia que não iria precisar de salvamento- seu estômago se repuxava.

Ouviu os gritos e sentiu seu coração bater rápido, a gravidade puxando-lhe para baixo e o vento batendo contra seu corpo...O chão se aproximava rapidamente, não saberia dizer em quantos segundos teria seu corpo espatifado contra o chão, uma risada infantil escapou de seus lábios e ela já não estava mais caindo. Sentiu um puxão, como se alguém tivesse acabado de lhe agarrar a nuca e estivesse lhe guiando. A gravidade não lhe puxava mais, ela não flutuava, mas sim voava a sete metros do chão. E simples assim, graças ao instinto e sua feitiçaria, ela equilibrou-se no ar.

Viu Heddwyn e sorriu, piscando inocentemente, passou metros acima de onde estava o irmão e partiu em direção aos jardins. Sua velocidade era razoável, estava agindo como uma criança feliz e aquele sorrindo ainda brincava em sua face, num instante estava lá e no outro sentiu a gravidade puxando-a novamente. Sua testa se franziu e sentiu o estômago embrulhar, tudo isso devido ao esforço que começava a fazer para manter-se na altura em que estava, quando sentiu outra puxão e dessa vez mais forte que o anterior pestanejou e acabou caindo alguns metros antes de recuperar a estabilidade.

O jardim abaixo de si era uma área razoavelmente movimentada e ela, orgulhosa demais para cair de cara no chão, optou por jogar-se estrategicamente na árvore e sentar-se no galho mais baixo.  Alguns segundos depois ali estava ele, contorcendo a boca e estreitando os olhos para a loira, que tudo que o fez foi acenar.

— Achou oquê? — perguntou ela marota como sempre — Não se esqueça, sou egocêntrica demais para cometer suicídio...Sou perfeita demais para isso.




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