{Diário} When Darkness Kill The Beloved Light

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{Diário} When Darkness Kill The Beloved Light

Mensagem por Nikolay Calizaire em Dom Set 13, 2015 1:33 am


Dear Diary


Página um:

"Foi como uma terrível visão infernal, um pesadelo lúcido o suficiente para eu sentir meus pelos eriçarem e meu corpo enrijecer. Talvez não fosse algo comum aquilo, talvez fosse um sexto sentido inexorável que me incendiasse naquele momento, me avisando do momento que estava próximo. Esta é a minha primeira vez que decido escrever em um diário que eu possuo desde os meus quinze anos. Talvez, eu não estivesse psicologicamente preparado para escrever nada de bom neste livro médio de capa dura cor vinho e folhas brancas com cheiro de papel novo, com um marcador de páginas vermelho. Possuo meus trinta anos de idade, nasci no ano de 2470. Sim, um pouco tarde para escrever aos trinta anos de idade, porém, sinto que agora é o momento certo de escrever nestas páginas antigas e intocadas. Quem sabe minha história seja boa o suficiente para virar uma autobiografia famosa? Nunca se sabe..."

"Fui filho de Nikolai e Beatrice Calizaire, dois dos melhores druidas e reis que meu país poderia querer. Eles eram assumidamente druidas, ajudavam todas as pessoas com seus conhecimentos infinitos, criavam tônicos fortes e poções que sempre ajudavam os doentes e os necessitados de ajuda, além de obterem incrível capacidade de saberem dar os melhores conselhos. Fui o único filho do casal, sendo assim o único sucessor do trono. Sempre ouvi histórias desde que eu era pequeno sobre irmãos perversos que ansiavam matar seus outros irmãos, no intuito de conquistarem o trono do rei. Me aliviava saber que eu nunca teria de me preocupar com concorrências. Recebi uma educação indispensável desde pequeno, aprendendo a me portar como um príncipe, nobre e gentil, sempre com boa postura e caráter. Não posso dizer se minha infância fora feliz, ou triste. Por um lado, era bom ser preparado para ser um grande rei, ser um líder destemido que toda a população seguiria corajosamente, um rei justo. Por outro lado, não tive exatamente uma infância. Cresci rodeado por um visconde, um conde e um duque sempre me paparicando, me ensinando boas maneiras, e nunca tive um brinquedo em toda a minha vida."

"Sempre obtive poucos desejos, a maioria deles incluíam agradar meus pais, ser o bom rei que meu país queria que eu fosse e ser um bom esposo para minha futura esposa. Resumindo: eu era uma pessoa sem ambições próprias, sem objetivo algum que não fosse o objetivo de meus progenitores. Muitos podem ver isso como algo ruim, mas foi um dos grandes epicentros que causaram a sequência de eventos que acarretaram em quem eu sou hoje em dia."

Página dois:

"Fora um dia calmo no enorme castelo de minha família. Estávamos prontos para nos deitarmos, quando vieram sons esquisitos. Eu tinha vinte e cinco anos, na época, meu aniversário tinha sido no dia anterior. Eu estava contente, pois havia aprendido a criar tônicos fortes e já passava o dia dedicado aos livros da imensa biblioteca no castelo. Eu havia inclusive ganhado um livro com ensinamentos de preparos de tônicos e medicamentos naturais que ajudariam todos aqueles que precisavam de minha ajuda. Era admirável ver o rei e rainha, nobres em suas roupas de seda e algodão e medalhas cintilantes, despirem-se das formalidades e do ouro e irem vestidos como qualquer um, de casa em casa, oferecendo seus serviços, seus remédios e apoio. Os sons eram ritmados, eram botas pesadas. Quem poderia ser? Pela fresta da porta, pude ver as figuras envoltas em sobretudo negro e máscaras, com facas cintilantes. Foi doloroso os gritos que vieram em seguida. Primeiro, o de meu pai, o som específico de seu roupão sendo rasgado foi aterrorizante. Pude ver o sangue rubro sujar o chão, formando uma poça manchando as botas negras dos homens. Depois, minha mãe, o som de seu grito foi subitamente cessado com o som de uma lâmina movendo-se pelo ar com rapidez."

Caí para trás, com as mãos tateando o chão, em vão eu tentava conter as lágrimas de sofrimento. Abri as janelas, enquanto os homens davam chutes cada vez mais violentos na porta de madeira, que lentamente rachava. Não sei como, mas tive coragem suficiente de pular do segundo andar, caindo no solo fofo coberto por grama, que apesar de fofa, não foi possível conter o som de minha perna quebrando. Me arrastava, minhas mãos cravavam o solo, enquanto eu tentava me arrastar pelo longo gramado em direção do portão duplo de entrada e saída do castelo, para chamar os guardas. Mas era tarde. Dali pude vê-los caídos, mortos. Um som alto me retirou a audição por um período curto de tempo, que cessou com meu grito ao sentir a dor do tiro em meu ombro. Ali próximo havia uma frondosa árvore, considerada por meus pais sagrada. Fazia parte do imenso jardim que enfeitava a frente da mansão de forma magnífica."[/i]

"Levei mais dois tiros até minha mão finalmente encostar na árvore, como se ela magicamente fosse me dar forças ou fosse servir de escudo. À esta altura, eu já estava fraco, impotente, fraquejante, cedendo à silenciosa e acomodativa escuridão da morte. Porém, sentir a textura fria e áspera do tronco daquela árvore foi como uma injeção de adrenalina no fundo de meu ser. De repente, tudo se tornou escuro. A escuridão por fim matou a luz que havia em meu ser, e a morte me deu seu abraço insólito e me jogara em seu terreno inóspito e frio."

Página três:

"Abri os olhos naquele dia ensolarado. Foi como um despertar primoroso, o acordar de um gigante. A partir daquele dia, querido diário, ah, como eu mudei! Me tornei um homem incisivo, sempre buscando de casa em casa informações, buscando encontrar os culpados. Não haviam ferimentos ou ossos quebrados, apenas as lembranças do homem que eu um dia fora e do rei que eu agora era. Os três guardiões que sempre me protegeram imploravam para que eu parasse com a caçada desenfreada, mas como, se aqueles homens de sobretudos negros roubaram tudo de bom que eu tinha? Eles haviam assassinado meus pais, e até mesmo eu, um jovem inocente até então. Como não querer vê-los mortos, como não querer vê-los sofrer pelo o que fizeram? Foi como um terrível esclarecimento. Eu deveria manter-me jovem, bonito e com meus novos poderes. Então, passei a realizar os sacrifícios. Virgens foram fáceis de se encontrar, derretiam-se com meu charme e logo eram mortas. Três guardas foram facilmente pegos de minha longa lista de protetores. Os médicos vieram com facilidade, assim como os filósofos. E logicamente, meus três tutores foram essenciais peças-chave para eu conseguir completar meu ritual."

"Durante todos esses anos, aproveitei minha vida, mas ainda com a vingança em mente. Meus poderes me faziam sentir-me o melhor rei que essa população já havia visto. Eu era justo, protegia cada habitante que merecia ser protegido, e punia aqueles que deveriam ser punidos de forma violenta, mas justa. E aqui estou eu, na Suíça. Cheguei hoje e estou confortavelmente vivendo sendo dono de um bar. Parece algo pequeno, porém vez ou outra visito meu país, logicamente tenho minhas responsabilidades como rei. Por fim, há apenas a constatação da existência ínfima da luz, morta dentro de mim."

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Re: {Diário} When Darkness Kill The Beloved Light

Mensagem por Aylah Wolff. Fürtzmann em Seg Set 14, 2015 5:35 pm



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